rvf, software e mitos

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É notável a quantidade de pessoas que acham que antes de fazer um sistema, DEVE ser feito o seu modelo UML. Ok, se isso realmente funcionasse seria tudo muito bonito, um mar de flores. Mas não é bem por aí. Acredito que estas pessoas não entenderam de fato a razão da UML existir.

A UML é (como seu nome já diz), uma linguagem unificada! Ela só serve para você não precisar conversar com o seu cliente (que não entende bulufa da parte técnica) sem ter que mostrar código pra ele. Com uma linguagem de fácil entendimento, vocês podem chegar a modelos de sistema em conjunto com o cliente, onde até ele mesmo poderá modificar o modelo.

Quando a UML vai importar para você, então? Ela será importante na fase de entendimento do seu sistema, para na hora de desenvolver o produto, você considere-a como seu requisito para definir relacionamentos, comportamentos e os atributos de uma maneira clara. Mas, esqueça que ela será uma dependência para seu código, isso acarretaria em ter que manter o seu modelo UML sincronizado com o sistema, o que nem sempre será possível – ou você acha que depois de pronto, o martelo é batido e nada mais muda?

Outro pecado que fazem é criar o modelo UML, codificar de uma maneira diferente e mesmo assim, TER QUE ATUALIZAR O UML. Qual o motivo disso? O desconhecimento. O simples prazer de ter na cabeça que o seu sistema tem um modelo. Isso é inútil e só vai fazer você perder tempo.

Algumas idéias para resolver este problema, é o focar o segmento do sistema em DSLs (linguagens especificas de domínio), onde num mundo ideal, você pudesse modelar o negócio do seu sistema diretamente no seu código, mas isso já é assunto para um outro post.

Não burocratize o desenvolvimento de software, de preferência ao ágil. Só use UML, quando realmente ela poderá agregar em algo. Se tiver melhores opções para o seu lugar, de preferência a estas outras opções, diminuindo assim um problema a menos para se preocupar.

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