rvf, software e mitos

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Quando você é responsável por um novo projeto em sua empresa, a primeira coisa que deve pensar é nas pessoas que estarão dando manutenção nos próximos anos.

Um sistema deve ser projetado com simplicidade e organização, adianta dizer que, em desenvolvimento de software, um bom programador pode não ser um bom arquiteto e ao contrário do que alguns pensam, arquitetos são as pessoas que devem fazer isso! Se você não tem experiência, não crie um sistema corporativo, por favor! Você poderá estar queimando o seu filme (e o de todos os outros que pegarão esta encrenca). Não se aventure! O conhecimento para isso você só vai adquirir com muito estudo e dedicação, e saberá quando estiver preparado o suficiente para não fazer besteira.

Infelizmente a vida não é um morango (como diria o Leandro, lá da empresa), e acaba que, pessoas com alguma influência recebem carta branca para criar o “sistema protótipo” e, acredite, este sistema protótipo vira o principal, pois o gerente olha e diz “pronto, agora só falta isso e aquilo, vamos utilizar este mesmo”. Não sei quem é mais culpado neste caso, se é a pessoa que faz estas porcarias ou o gerente que aprova. Já com o sistema protótipo liberado (e em produção), começa a ser usado por 10 pessoas, após um ano 100, e por aí vai. Mas uma coisa o pseudo-arquiteto não conseguiu ver: a bagaça dele funcionava bem com 100 pessoas, porém, com 500 a coisa começa a demonstrar deficiência, mas aí já é tarde, pois ele já está integrado com todo o legado da empresa e re-fazer já está fora de cogitação, o sistema cresceu, remendou e foi remendado diversas vezes.

Qual é a situação? Você está com um legado novo (de 3 a 5 anos), mal projetado (já disse que o aprendiz de arquiteto utilizou-se das tecnologias mais legais e complicadas da época, e ainda amarrou o sistema a limitações tecnológicas entre SO/Browsers/JDKs/VMs ?), que não consegue escalar, e está explodindo em produção (e com a clientela na pressão!). Isso pode piorar, sim, quando a pessoa que está dando manutenção faz como todos os outros que passaram pelo tal sistema, pede as contas ou consegue ir para outro projeto e você, assume a bronca.

Gerentes corporativos, vocês conseguem estimar o preço de aceitar protótipos de pessoas sem o nível de conhecimento adequado para criar algo duradouro e que sobreviva a deterioração? Quantos profissionais já entraram (e tiveram que aprender a gambiarra toda), saíram, remendaram um código mal feito que está em produção gerando despesas para os clientes e um mau filme para a empresa?

Arquitetos são raros, bons arquitetos então… Nem se fala (eu mesmo conheço só um pessoalmente, que senta do meu lado esquerdo atualmente), então até entendo que nem sempre há gente capacitada para atender as demandas, mas se você vai querer mesmo fazer algo sem ter o conhecimento necessário, ao menos tente pesquisar, estudar, procurar ajuda com pessoas experientes, perguntar em fóruns como ficaria isso e aquilo, ser humilde para aceitar críticas, ver que testes são necessários, agilidade no build ainda mais, não fazer nada pelas coxas, senão, você vai acabar lendo este post e ficando bravo comigo!

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  • Adolfo: Muito bom este post. Acho que tudo isso pode ser resumido em uma única palavra: humildade (isso não significa não defender seu ponto de vista).
  • Adolfo: Olá Robson, Alguns modelos até consegui identificar em alguns projetos que já trabalhei... Com algumas coisas eu concordo e outras não... Q
  • milah: Eu tenho um Amazon L71. Até 2 meses atrás não tive problemas com ele. Já troquei a placa de lan dele, por uma que capta melhor wi-fi. Só que ago